DANIEL CHAPO EXIGE “MUDANÇA” EM CABO DELGADO E ALERTA ÀS FADM: “SABEMOS QUE O TERRORISMO NÃO ACABOU” E DEFENDE MAIOR PRONTIDÃO NO COMBATE ‎

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‎O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Daniel Francisco Chapo, dirigiu, nesta sexta-feira, 25 de Setembro de 2026, na Cidade de Inhambane, as cerimónias centrais do 62.º aniversário do início da Luta Armada de Libertação Nacional e do Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), numa ocasião marcada pela reflexão sobre os actuais desafios da defesa e segurança nacional, com particular atenção para o terrorismo em Cabo Delgado.

‎‎Na sua intervenção, Chapo recordou o percurso dos combatentes da Luta de Libertação Nacional, destacando a coragem, a determinação, a bravura e o patriotismo que marcaram a geração de 25 de Setembro. Sublinhou que, apesar das limitações materiais enfrentadas pelos guerrilheiros, a convicção de conquistar a independência foi determinante para a luta. “Uma pátria não se oferece de bandeja e não se recebe pronta. Uma pátria conquista-se, constrói-se pedra a pedra, defende-se com unhas e dentes e transmite-se para as gerações seguintes”, afirmou.

‎‎Ao abordar os desafios actuais, o Chefe do Estado destacou que as FADM são chamadas a enfrentar ameaças como o terrorismo, o extremismo violento, o crime organizado transnacional, o tráfico de drogas, de armas e de pessoas, a criminalidade transfronteiriça, as ameaças à segurança marítima, a cibercriminalidade, a desinformação, bem como as alterações climáticas e as calamidades naturais.

‎‎Sobre Cabo Delgado, Chapo reconheceu os esforços das FDS, em coordenação com as forças amigas do Ruanda, da Tanzânia e a Força Local, salientando os progressos registados na situação de segurança, incluindo o regresso gradual das populações deslocadas e a retoma de grandes projectos de gás na Bacia do Rovuma.

‎O Presidente, contudo, advertiu que o terrorismo continua a constituir uma ameaça. Segundo explicou, os grupos terroristas reduziram as operações de grande dimensão e passaram a privilegiar pequenas células dispersas e móveis, recorrendo a emboscadas, engenhos explosivos improvisados, saques, sequestros para obtenção de resgates e extorsão das populações para garantir apoio logístico.

‎‎“Sabemos que o terrorismo não acabou”, afirmou Chapo, acrescentando que a natureza adaptativa da ameaça exige elevada vigilância e maior prontidão combativa. O Chefe do Estado referiu ainda que o fenómeno apresenta uma dimensão regional e transnacional, associada aos movimentos transfronteiriços para recrutamento e obtenção de meios logísticos.

‎Perante este cenário, Daniel Chapo deixou uma orientação directa à liderança das Forças Armadas: “A situação de Cabo Delgado deve mudar”. O Presidente defendeu que as FADM devem estar mais preparadas para enfrentar as ameaças do presente e do futuro, recorrendo à experiência histórica dos combatentes da libertação nacional, mas sem limitar a preparação militar aos métodos de combate do passado.

‎‎Chapo defendeu, igualmente, a modernização das FADM, sublinhando que este processo não deve limitar-se à aquisição de equipamentos. Para o Presidente, modernizar significa melhorar a formação, a doutrina, a logística, o comando e controlo, a comunicação, a informação, o planeamento e a capacidade operacional das forças.

‎‎“Modernização significa formar melhor, pensar melhor, equipar melhor, boa logística, comandar melhor, comunicar melhor, informar melhor, planificar bem, ter boa doutrina e combater melhor”, afirmou.

‎‎O Chefe do Estado defendeu ainda a necessidade de uma força militar moderna, profissional, disciplinada, tecnologicamente preparada, operacionalmente disponível e profundamente ligada ao povo, observando que a defesa nacional no século XXI possui igualmente uma dimensão económica.

‎‎Ao felicitar as mulheres e os homens das FDS, Daniel Chapo reconheceu os sacrifícios realizados diariamente na defesa da soberania e da integridade territorial, destacando o contributo das forças nacionais e dos parceiros regionais no combate às ameaças à segurança.

‎‎As celebrações do 25 de Setembro decorreram sob o lema “FADM, 62 anos celebrando o legado da libertação da nação, consolidando a paz e a defesa nacional”, associando a memória da Luta de Libertação Nacional aos actuais desafios de defesa e segurança do país.

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