YASSIN AMUJI APONTA “CUSTO E ACESSIBILIDADE” COMO GRANDES TRAVÕES AO TURISMO EM MOÇAMBIQUE ‎

0
IMG-20260926-WA0806(1)

‎O presidente da Federação Moçambicana de Hotelaria e Turismo (FEMOTUR), Yassin Amuji, considera que os elevados custos de deslocação, a limitada conectividade aérea e os constrangimentos burocráticos continuam entre os principais factores que condicionam o crescimento do turismo em Moçambique.

‎Segundo o dirigente empresarial, o país possui um vasto potencial turístico, desde as praias de Vilankulo e Ponta do Ouro até à Gorongosa, Ilha de Moçambique e outros destinos de reconhecido valor natural, mas enfrenta dificuldades para transformar esses recursos numa maior entrada de visitantes e numa cadeia económica mais abrangente.

‎‎Amuji defende que a mobilidade entre os diferentes destinos turísticos deve ser melhorada, permitindo que um visitante que chega a Vilankulo possa, com facilidade, deslocar-se para outros pontos do país. Na sua perspectiva, a expansão das ligações aéreas para cidades como Vilankulo, Beira, Nacala, Tete e Pemba poderá contribuir para diversificar as rotas turísticas e reduzir a excessiva concentração dos voos internacionais em Maputo.

‎‎O presidente da FEMOTUR entende, igualmente, que a promoção turística deve apostar nos destinos concretos, apresentando Vilankulo, Bazaruto, Gorongosa, Bilene, Chimanimani, Pomene, Zinave, Limpopo e a Ilha de Moçambique como produtos distintos, capazes de atrair diferentes segmentos de visitantes.

‎‎Outro desafio apontado pelo dirigente é a sazonalidade da actividade turística, que, segundo explica, continua a limitar a sustentabilidade de vários empreendimentos. Para inverter este cenário, Amuji defende uma estratégia integrada entre o sector público e privado, com maior promoção dos destinos nacionais, presença digital mais consistente e melhoria das condições de acesso.

‎Na sua leitura, o turismo não deve ser encarado como uma actividade isolada, uma vez que movimenta sectores como agricultura, pescas, transportes, comércio, serviços e emprego, criando efeitos económicos em diferentes comunidades.

‎‎O presidente da FEMOTUR sustenta ainda que a promoção de Moçambique deve privilegiar a divulgação dos seus destinos específicos, sobretudo através das plataformas digitais, onde os potenciais visitantes procuram informação antes de escolherem o local para viajar. Amuji aponta exemplos de países que promovem cidades, parques e regiões turísticas individualmente, defendendo que uma estratégia semelhante poderá reforçar a visibilidade internacional dos destinos moçambicanos.

Ao mesmo tempo, reconhece que o crescimento do turismo deve ser acompanhado por investimentos em infra-estruturas, capacidade hoteleira, transportes e serviços, de modo a garantir que os destinos estejam preparados para receber um número crescente de visitantes.

‎‎No plano institucional, Yassin Amuji defende uma maior articulação entre os diferentes sectores ligados à actividade turística, incluindo Migração, Segurança, Transportes, Saúde, Agricultura e Pescas. Para o dirigente, o impacto económico do turismo ultrapassa o sector hoteleiro, beneficiando directamente agricultores, pescadores, transportadores, técnicos, comerciantes e outros prestadores de serviços. É neste quadro que considera necessária uma mudança de abordagem, com políticas capazes de tornar o país mais acessível, competitivo e preparado para transformar o potencial turístico existente em desenvolvimento económico sustentável.

About The Author

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *