DANIEL CHAPO NO DIA DA PAZ: “A INDEPENDÊNCIA ECONÓMICA DEVE SIGNIFICAR COMIDA NA MESA, EMPREGO E ESPERANÇA” PARA OS MOÇAMBICANOS
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, dirigiu neste domingo, 4 de Outubro de 2026, na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, as cerimónias centrais do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, assinalando os 34 anos da assinatura do Acordo Geral de Paz, rubricado em Roma, Itália, a 4 de Outubro de 1992.
Na sua intervenção, o Chefe do Estado destacou a importância da paz, da reconciliação nacional e do diálogo como bases para a consolidação da unidade nacional e para a construção de um futuro comum. Daniel Chapo defendeu que a paz deve traduzir-se em melhores condições de vida, oportunidades de emprego, desenvolvimento e prosperidade para os moçambicanos.
O Presidente da República sublinhou igualmente que nenhum Governo, partido político ou instituição, isoladamente, pode garantir a paz, considerando-a uma responsabilidade colectiva de todos os moçambicanos.
Sobre o Diálogo Nacional Inclusivo, Daniel Chapo afirmou que o processo representa um exercício de maturidade nacional e deve permitir que os moçambicanos, independentemente das suas diferenças políticas, religiosas, culturais ou regionais, participem na construção do futuro do país.
Segundo o Chefe do Estado, o diálogo está a decorrer em diferentes níveis do território nacional, incluindo províncias, distritos, postos administrativos, localidades e povoações, bem como junto da diáspora, com o propósito de ouvir os cidadãos sem exclusão.
Daniel Chapo destacou ainda a necessidade de preparar as novas gerações para compreenderem o valor da paz. Segundo explicou, milhões de jovens nasceram depois de 1992 e não viveram directamente os efeitos da guerra dos 16 anos, razão pela qual é necessário transmitir-lhes a memória histórica e, sobretudo, a cultura da paz.
Para o Presidente da República, a paz deve estar associada à educação de qualidade, ao emprego digno, ao acesso à tecnologia e à criação de oportunidades para a juventude e para as mulheres. Defendeu, por isso, que paz e desenvolvimento devem caminhar lado a lado.
Na área económica, Daniel Chapo reiterou que, depois da independência política alcançada em 1975 e da paz conquistada em 1992, o país deve concentrar esforços na construção da independência económica.
“A independência económica deve significar fazer chegar comida à mesa todos os dias para a sua família. A independência económica deve significar emprego para a juventude e a mulher moçambicana. A independência económica deve significar rendimento para as famílias e esperança ao povo moçambicano numa vida melhor”, afirmou.
O Chefe do Estado apontou a produção agrícola, a industrialização e a valorização dos recursos nacionais como elementos fundamentais dessa estratégia, defendendo o aumento da produção de arroz e trigo na província de Gaza.
Daniel Chapo referiu-se igualmente à produção de trigo no distrito de Limpopo, onde, segundo explicou, uma área de cerca de 700 hectares foi cultivada depois de ter sido afectada pelas águas, destacando os resultados alcançados e a intenção de ampliar a produção agrícola na província.
O Presidente da República afirmou que o Governo pretende transformar Gaza numa importante zona de produção alimentar do país, acrescentando que a instalação de uma unidade de moagem de trigo deverá contribuir para a criação de maior valor acrescentado local.
No mesmo contexto, destacou a necessidade de desenvolver a indústria, fortalecer a agricultura, promover o turismo e apoiar o empresariado nacional, defendendo que estes sectores podem contribuir para a criação de emprego em quantidade e qualidade.
Daniel Chapo afirmou ainda que o moçambicano tem direito de prosperar através do trabalho, desde que actue com honestidade, integridade, responsabilidade, competência e humildade.
Ao abordar a relação entre paz e segurança, o Chefe do Estado destacou também a situação de Cabo Delgado e os esforços em curso para combater o terrorismo que afecta a província.
Daniel Chapo apelou à solidariedade nacional para com as populações afectadas pelo conflito e reconheceu o trabalho das forças que actuam no terreno na defesa da população e da soberania nacional.
O Presidente da República agradeceu igualmente o apoio dos parceiros envolvidos no combate ao terrorismo, mencionando o Ruanda, a Tanzânia, a França e as forças locais, e destacou o empenho dos jovens que participam nas operações, mesmo perante condições adversas.
Segundo Daniel Chapo, a paz e a segurança são indissociáveis e devem ser defendidas por todos os moçambicanos.
Dirigindo-se particularmente às novas gerações, o Presidente da República apelou à preservação da paz e ao recurso ao diálogo como principal instrumento para resolver diferenças, alertando para os riscos da desinformação, da manipulação e dos boatos, sobretudo nas redes sociais.
“O diálogo deve ser a arma número um para a paz em Moçambique”, afirmou.
Daniel Chapo apelou igualmente à unidade nacional, recordando que os moçambicanos podem pertencer a partidos políticos diferentes, professar religiões distintas, falar diferentes línguas nacionais e viver em diferentes regiões do país ou na diáspora, mas continuam a partilhar a mesma nacionalidade.
O Chefe do Estado defendeu que as diferenças não devem estar acima dos interesses nacionais e apelou aos moçambicanos para que nunca voltem a olhar uns para os outros como inimigos.
Ao concluir, Daniel Chapo reafirmou o compromisso com a paz, a reconciliação nacional, o desenvolvimento económico e a construção de um Moçambique mais unido, desenvolvido, próspero e justo.
O Presidente da República terminou a sua intervenção com uma mensagem de mobilização nacional, reiterando que a luta contra a corrupção, o crime, a violência, as injustiças e o crime organizado deve continuar, e desejando aos moçambicanos um feliz Dia da Paz.
