CTA E ENH REFORÇAM FRENTE PELO CONTEÚDO LOCAL E PELA ENTRADA DAS EMPRESAS MOÇAMBICANAS NO PETRÓLEO E GÁS ‎

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‎A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) reforçaram, na última sexta-feira, 18 de Setembro de 2026, em Maputo, a necessidade de uma maior articulação institucional para ampliar a participação das empresas moçambicanas na cadeia de valor dos grandes projectos de petróleo e gás.

O encontro colocou no centro das discussões a preparação do sector empresarial nacional para responder às exigências dos operadores internacionais e transformar as oportunidades geradas pelos megaprojectos em negócios concretos para empresas nacionais.

‎‎As partes passaram em revista as iniciativas da ENH voltadas para o conteúdo local, com destaque para a capacitação de Pequenas e Médias Empresas (PME), certificação empresarial, formação tecnológica e preparação de profissionais para operações e segurança marítima. A aposta surge num momento em que a ENH está a desenvolver programas de capacitação de mais de 150 PME nacionais, precisamente para elevar a sua capacidade de responder às exigências da indústria e aceder à cadeia de fornecimento do sector.

‎‎Durante o encontro, a CTA defendeu o reforço da cooperação com a ENH para reduzir barreiras que ainda dificultam o acesso das empresas nacionais às oportunidades do sector, incluindo a necessidade de qualificação, certificação, financiamento e estabelecimento de ligações empresariais com grandes operadores e seus fornecedores.

Foram igualmente apontadas iniciativas como o Programa Linkar, orientado para o fortalecimento das PME, e mecanismos de transferência de conhecimento e tecnologia como instrumentos para elevar a competitividade nacional. A própria CTA tem defendido que o conteúdo local deve assegurar uma participação efectiva de cidadãos e empresas moçambicanas no ciclo económico dos grandes projectos.

‎‎O encontro destacou ainda a importância de promover parcerias entre empresas nacionais e internacionais, mobilizar financiamento para programas de conteúdo local e garantir que a formação técnica alcance diferentes regiões do país. Para a CTA e a ENH, o desafio passa por fazer com que o petróleo e o gás deixem de representar apenas uma fonte de receitas e se convertam, progressivamente, em instrumentos de industrialização, criação de emprego, desenvolvimento de competências e expansão do empresariado nacional.

A aposta no conteúdo local surge, assim, como uma das vias para assegurar que as empresas moçambicanas estejam preparadas para disputar oportunidades e participar de forma efectiva na cadeia de valor dos hidrocarbonetos.

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