ARCELIO TIVANE ELOGIA INTERVENÇÃO DE JOÃO MATLOMBE SOBRE “RIQUEZA DOS MOÇAMBICANOS” E DEFENDE QUE PROPOSTA “SEJA LEGISLADA” ‎

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‎O empresário moçambicano Arcelio Tivane destacou, através das suas redes sociais, a intervenção do Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, durante a 22.ª edição do Economic Briefing da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), realizada em Maputo, considerando pertinentes as posições apresentadas sobre a participação de moçambicanos na actividade económica e nos grandes negócios.

‎Num vídeo publicado nas suas redes sociais, Tivane afirmou que, embora seja necessário criticar o Governo quando são tomadas decisões ou adoptadas medidas que considera incorrectas, também é importante reconhecer e elogiar iniciativas que, na sua perspectiva, podem contribuir para o desenvolvimento económico do país. “Às vezes nós temos que criticar o Governo quando ele faz coisas erradas, mas também temos que elogiar quando fazem coisas certas”, afirmou.

‎‎Entre os aspectos que mais mereceram a atenção do empresário esteve a intervenção de João Matlombe sobre a necessidade de “normalizar a riqueza dos moçambicanos”, através da criação de condições para uma maior participação de cidadãos nacionais na actividade empresarial e nos grandes projectos económicos.

‎‎Tivane destacou particularmente a afirmação do Ministro de que “para ser rico, não se pode olhar para a cor da pessoa”, considerando importante que a construção de riqueza em Moçambique não seja condicionada pela cor ou pela origem de quem desenvolve uma actividade económica. “Gostei desta parte. Para ser rico, não se pode olhar para a cor da pessoa”, afirmou.

‎‎Outro ponto valorizado pelo empresário foi a defesa apresentada por Matlombe sobre a separação entre actividade política e actividade empresarial, bem como a necessidade de criar grandes empresários moçambicanos. “Precisamos ter bilionários moçambicanos que se dedicam só à actividade empresarial, não à actividade política. Não precisa ser político para ser rico”, afirmou o Ministro.

‎‎A partir desta posição, Tivane defendeu uma separação clara entre política e negócios, sustentando que os empresários devem encontrar condições para desenvolver as suas actividades sem depender da esfera política. “Os políticos devem fazer política e os empresários devem fazer negócios. É aí onde nós vamos começar a produzir ricos no verdadeiro sentido”, declarou.

‎‎O empresário apontou igualmente o microcrédito, o microbanco e a banca comercial como instrumentos que podem ampliar as oportunidades para pequenos negócios, permitindo o crescimento progressivo de iniciativas nacionais, a criação de empresas, emprego e capital.

‎A participação de moçambicanos nas grandes concessões e projectos económicos também mereceu destaque. Durante o Economic Briefing, João Matlombe defendeu mecanismos que permitam aos cidadãos nacionais participar nesses investimentos, incluindo através do mercado de capitais, tendo referido a possibilidade de uma participação inicial de 10% para moçambicanos, com perspectiva de aumento à medida que os empresários nacionais adquiram maior capacidade financeira.

‎‎Para Arcelio Tivane, as ideias apresentadas devem, contudo, ultrapassar o plano das declarações e transformar-se em medidas concretas. O empresário defendeu que a proposta seja legislada e produza resultados efectivos para os cidadãos.

‎‎“Eu quero que ele se materialize, quero que ele seja legislado e comece a gerar resultado no prato do moçambicano, porque nós não podemos só falar e não ter resultados práticos”, afirmou.

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