CTA PARTICIPA NO LANÇAMENTO DA “DRAGAGEM CAPITAL” DO CANAL DE ACESSO AO PORTO DE MAPUTO
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) participou, nesta terça-feira, 13 de Outubro de 2026, na cerimónia de lançamento da dragagem capital do canal de acesso ao Porto de Maputo, uma intervenção avaliada em cerca de 150 milhões de dólares norte-americanos. A instituição esteve representada pelo Vice-Presidente, Onório Manuel, e pelo Vice-Presidente do Pelouro de Infra-estruturas, Juma Cangy.
A cerimónia foi dirigida pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, que destacou a importância estratégica da obra para o fortalecimento da economia nacional, a expansão do comércio e a integração económica regional. Segundo o Chefe do Estado, o aprofundamento do canal permitirá criar melhores condições para movimentar mais mercadorias, atrair investimentos, ampliar a produção e as exportações e reforçar a posição de Moçambique no sistema logístico da região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
“É este o significado maior da dragagem que hoje lançamos. Ao tornarmos mais profundo o canal de acesso ao Porto de Maputo, estamos a criar condições para que o alcance de Moçambique seja profundo: para movimentar mais comércio, atrair mais investimento, produzir e exportar mais, servir melhor a nossa região e transformar a nossa posição geoestratégica numa verdadeira força económica da região da SADC”, afirmou Daniel Chapo, defendendo que a independência económica exige infra-estruturas robustas e investimentos capazes de impulsionar a produtividade, a industrialização, a diversificação e a competitividade do País.
O Presidente da República recordou que, em 2025, o Porto de Maputo movimentou cerca de 32 milhões de toneladas de carga, contribuindo para a dinamização dos transportadores nacionais, a criação de oportunidades para pequenas e médias empresas, a geração de emprego, o aumento das receitas do Estado e a transferência de conhecimento e tecnologia. Sublinhou, igualmente, que o porto deve estar preparado não apenas para responder às necessidades actuais, mas também para competir no sistema logístico regional e internacional nas próximas décadas.
Daniel Chapo advertiu, contudo, que a competitividade portuária depende de toda a cadeia logística, incluindo os caminhos-de-ferro, as estradas, a eficiência das fronteiras, os serviços alfandegários, os sistemas de pagamento e os operadores logísticos. Por isso, defendeu que os investimentos em infra-estruturas devem ser acompanhados pela simplificação dos procedimentos administrativos, digitalização, interoperabilidade dos sistemas e melhor coordenação institucional, de modo a evitar que entraves burocráticos comprometam os ganhos esperados.
A participação da CTA nesta cerimónia reafirma o compromisso do sector privado em acompanhar e apoiar investimentos estruturantes que promovam o comércio, a industrialização, a competitividade empresarial e a integração económica regional.
