DANIEL CHAPO: “NÃO EXISTE INDEPENDÊNCIA ECONÓMICA SEM INFRA-ESTRUTURAS” – PRESIDENTE LANÇA DRAGAGEM DO PORTO DE MAPUTO
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, dirigiu nesta segunda-feira, 12 de Outubro de 2026, na cidade de Maputo, a cerimónia de lançamento do projecto de dragagem de aprofundamento do canal de acesso ao Porto de Maputo, uma intervenção estratégica destinada a reforçar a capacidade operacional, a competitividade e a eficiência logística daquela infra-estrutura portuária.
Durante a sua intervenção, o Chefe do Estado afirmou que a modernização das infra-estruturas constitui uma condição fundamental para a construção da independência económica de Moçambique, sublinhando que o aprofundamento do canal permitirá criar melhores condições para a movimentação de mercadorias, a atracção de investimentos e a expansão das exportações nacionais.
Daniel Chapo explicou que, embora a obra não seja necessariamente visível à superfície, os seus efeitos deverão reflectir-se na economia moçambicana, através do reforço da posição competitiva do Porto de Maputo e da criação de novas oportunidades para os cidadãos e as empresas nacionais.
A intervenção, estimada em cerca de 150 milhões de dólares norte-americanos, integra um programa de investimentos no Porto de Maputo superior a dois mil milhões de dólares. Segundo o Presidente da República, o projecto permitirá preparar aquela infra-estrutura para receber navios de maior dimensão e responder às exigências do comércio regional e internacional.
O Chefe do Estado destacou igualmente a importância dos corredores de desenvolvimento de Maputo, da Beira e de Nacala, defendendo que estas plataformas logísticas devem ir além do simples transporte de mercadorias, contribuindo para a produção nacional, a transformação industrial, a criação de emprego e a retenção de maior valor acrescentado na economia moçambicana.
Na ocasião, Daniel Chapo recordou que Moçambique beneficia de uma localização geográfica estratégica, com acesso ao Oceano Índico e ligações a vários países do interior da África Austral. Contudo, salientou que essa vantagem só produzirá resultados concretos quando for acompanhada por infra-estruturas modernas, sistemas logísticos eficientes e uma maior articulação entre os diferentes sectores da economia.
O Presidente da República referiu que o Porto de Maputo movimentou cerca de 32 milhões de toneladas de carga em 2025, destacando a importância desta actividade para os transportadores nacionais, as pequenas e médias empresas, a geração de receitas para o Estado e a criação de oportunidades de emprego.
Daniel Chapo defendeu, por isso, que os corredores logísticos devem transformar-se em verdadeiros eixos de desenvolvimento, capazes de estimular o crescimento da agricultura, do agro-processamento, da indústria, do turismo, do comércio e dos serviços, com benefícios directos para os produtores, os empreendedores, a juventude e as mulheres moçambicanas.
O Chefe do Estado salientou ainda a dimensão regional do projecto, considerando que o reforço da competitividade do Porto de Maputo poderá beneficiar não apenas Moçambique, mas também países como a África do Sul, o Reino de Essuatíni, o Zimbabué e o Botsuana, cujas economias utilizam os corredores logísticos nacionais para aceder aos mercados internacionais.
Entretanto, Daniel Chapo alertou que os investimentos em infra-estruturas devem ser acompanhados pela simplificação dos procedimentos administrativos, pela digitalização dos sistemas e pelo reforço da coordenação entre as instituições públicas e privadas que intervêm nas operações portuárias, ferroviárias, rodoviárias e fronteiriças.
“Não podemos aprofundar o canal e manter obstáculos burocráticos à superfície”, advertiu o Presidente da República, defendendo uma abordagem integrada que permita reduzir os custos logísticos, acelerar a circulação de mercadorias e aumentar a eficiência de toda a cadeia de transporte.
Por sua vez, na intervenção em representação do sector dos Transportes e Logística, foi destacado o carácter estratégico da dragagem para o crescimento económico, a atracção de novos operadores, o fortalecimento das exportações e a integração de Moçambique nas cadeias de comércio regionais e internacionais.
A cerimónia enquadra-se nos esforços de modernização das infra-estruturas estratégicas do país, com o objectivo de reforçar a competitividade nacional, promover a industrialização e transformar as potencialidades geográficas e económicas de Moçambique em oportunidades concretas de desenvolvimento e prosperidade para os moçambicanos.
