DANIEL CHAPO: “CONSEGUIMOS EXPULSAR OS TERRORISTAS DE TODAS AS VILAS E SEDES DOS DISTRITOS, GRAÇAS AOS JOVENS DA DEFESA E SEGURANÇA”
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, afirmou, nesta segunda-feira, 07 de Setembro de 2026, durante a cerimónia do Dia da Vitória, realizada na Praça dos Heróis, em Maputo, que as Forças de Defesa e Segurança (FDS), com o apoio da Força Local e de forças de países amigos, têm intensificado o combate ao terrorismo que ainda afecta algumas zonas da região norte do país.
A cerimónia decorreu numa data de grande significado histórico para Moçambique, que assinala o Dia da Vitória, em memória da assinatura dos Acordos de Lusaka, a 07 de Setembro de 1974, na Zâmbia, marco que abriu caminho para a independência nacional, proclamada em 25 de Junho de 1975.
Na sua intervenção, o Chefe do Estado afirmou que, apesar da persistência de movimentos terroristas em algumas áreas, não existe actualmente nenhuma vila ou sede distrital ocupada por grupos terroristas, destacando os esforços desenvolvidos pelas forças moçambicanas na recuperação das zonas anteriormente afectadas.
“Conseguimos expulsar os terroristas de todas as vilas e sedes dos distritos que outrora haviam ocupado, graças aos jovens das nossas Forças de Defesa e Segurança, juntamente com a Força Local e as forças dos países amigos.”
Daniel Chapo reconheceu igualmente o empenho dos jovens que integram as forças envolvidas no combate ao terrorismo, salientando que estes continuam a actuar em diferentes condições para defender a população e a soberania nacional.
Segundo o Presidente da República, embora persistam movimentos de grupos terroristas, incluindo deslocações para algumas províncias vizinhas, como Niassa e Nampula, o Governo continuará a mobilizar todos os esforços para impedir que qualquer parcela do território nacional seja controlada por grupos terroristas ou por interesses contrários aos do povo moçambicano.
Dirigindo-se particularmente aos jovens presentes na Praça dos Heróis, Daniel Chapo estabeleceu um paralelismo entre a geração dos heróis nacionais e a juventude actual. O Presidente recordou que muitos dos heróis homenageados eram jovens quando decidiram participar na luta pela libertação nacional, sublinhando que não esperaram que outras pessoas construíssem o futuro por eles.
“Eles próprios decidiram construir este futuro. É essa a atitude que esperamos da actual juventude moçambicana.”
O Chefe do Estado defendeu, entretanto, que a luta da actual geração deve assumir uma natureza diferente, afastada da violência e da manipulação. Segundo Chapo, a juventude deve enfrentar os desafios do país através do conhecimento, da ciência, da tecnologia, da produção e do empreendedorismo, colocando essas ferramentas ao serviço da transformação económica de Moçambique.
“A vossa luta, jovens, deve ser de conhecimento, luta de ciência, de tecnologia, de produção e de empreendedorismo para a transformação económica deste nosso Moçambique.”
Daniel Chapo apelou ainda aos jovens para que rejeitem discursos de ódio, violência e manipulação, advertindo que a destruição do país significaria colocar em causa os sacrifícios feitos pelas gerações anteriores.
Na mesma intervenção, o Presidente da República destacou os avanços registados no sector da educação desde a independência nacional, recordando as limitações existentes em 1975. Chapo afirmou que, naquela altura, 93% da população moçambicana não sabia ler nem escrever, acrescentando que o país dispunha de apenas uma instituição universitária, então denominada Universidade de Lourenço Marques, actualmente Universidade Eduardo Mondlane (UEM).
A mensagem deixada pelo Chefe do Estado foi de continuidade da construção nacional, apelando à actual juventude para assumir a responsabilidade de transformar Moçambique através da educação, inovação, produção e empreendedorismo, à semelhança do compromisso demonstrado pelas gerações que participaram na construção do país.
