CTA E OIT REFORÇAM ALIANÇA PARA IMPULSIONAR O TRABALHO DIGNO E FORTALECER O AMBIENTE DE NEGÓCIOS EM MOÇAMBIQUE ‎

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A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) reforçou, nesta quarta feira, 19 de Agosto de 2026, a cooperação com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), durante um encontro realizado com o Director do Escritório da OIT para os PALOP e Guiné Equatorial, Juvenal Dengo, tendo como principais objectivos o alinhamento da agenda de cooperação entre as duas instituições, a promoção do trabalho digno, a melhoria do ambiente de negócios e o fortalecimento do diálogo social em Moçambique.

‎Durante o encontro, a OIT encorajou uma participação mais activa da CTA nos processos de concertação e nos fóruns regionais e internacionais ligados ao mundo do trabalho. Juvenal Dengo manifestou igualmente a disponibilidade do Escritório da OIT para os PALOP e Guiné Equatorial em continuar a trabalhar de forma próxima com a CTA e com o sector privado nacional, com vista à melhoria do ambiente de negócios e à criação de melhores condições para a promoção do trabalho digno no país.

‎‎Um dos principais destaques da reunião foi o anúncio da continuidade do Projecto MozTrabalha, cuja actual fase estava prevista para terminar neste mês de Agosto. Segundo a OIT, o projecto será prolongado por mais 16 meses, embora através de uma nova abordagem, permitindo dar continuidade às acções destinadas ao fortalecimento do mercado de trabalho e à promoção de melhores condições laborais.

‎A OIT manifestou ainda interesse em trabalhar com a CTA na sistematização de boas práticas de formalização da economia, uma matéria que integra o Plano Estratégico da Confederação. A formalização é considerada fundamental para fortalecer as empresas, promover a criação de emprego e contribuir para o alargamento da base tributária do Estado.

‎Na ocasião, o Presidente da CTA, Álvaro Massingue, felicitou Juvenal Dengo pela sua nomeação para dirigir o novo Escritório da OIT para os PALOP e Guiné Equatorial, sediado em Luanda, destacando o facto de um moçambicano assumir, pela primeira vez, esta responsabilidade regional, que abrange Angola, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

‎‎A CTA reconheceu igualmente o apoio técnico prestado pela OIT aos parceiros sociais moçambicanos e saudou a conclusão, por Moçambique, do ciclo de ratificação das dez Convenções Fundamentais da OIT, incluindo as convenções relacionadas com a segurança e saúde no trabalho.

‎‎Álvaro Massingue destacou ainda dois marcos considerados relevantes para o sector privado nacional: a admissão da CTA, em Maio último, como membro da Organização Internacional de Empregadores (OIE), com o incentivo da OIT, e o apoio ao estudo sobre o conteúdo local na despesa pública, lançado em Abril de 2025, cujas recomendações a CTA defende que sejam implementadas para aumentar a participação das empresas nacionais nas compras públicas.

‎‎Para 2026, o Presidente da CTA apontou quatro reformas prioritárias nas quais a Confederação pretende contar com o apoio da OIT, nomeadamente a revisão pontual da Lei do Trabalho, a revisão do Regulamento de Contratação de Mão de Obra Estrangeira, a revisão do Regulamento sobre a sustentabilidade dos Fundos do Sistema Nacional de Segurança Social Obrigatória e a promoção do trabalho digno nos sectores da Segurança Privada, Agricultura e Construção Civil, através de acções de formação.


‎Álvaro Massingue defendeu que estas reformas poderão alcançar maior impacto se forem enquadradas numa perspectiva regional, permitindo aos países dos PALOP partilhar experiências, boas práticas e soluções para desafios comuns no mercado de trabalho.

‎A CTA reiterou, por isso, a sua disponibilidade para aprofundar a cooperação com a OIT e contribuir para a construção de um mercado de trabalho mais justo, produtivo e competitivo, capaz de promover o emprego, fortalecer o sector privado e criar melhores oportunidades para os trabalhadores moçambicanos.

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