‎PAULO CHACHINE DEFENDE REFORÇO DA COOPERAÇÃO REGIONAL NO COMBATE AO CRIME

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‎O Ministro do Interior de Moçambique, Paulo Chachine, defendeu o reforço da cooperação regional e a realização de patrulhas conjuntas nas fronteiras como medidas essenciais para prevenir e combater a criminalidade transnacional.

‎A posição foi expressa durante a reunião da Troika Ministerial da Célula de Planeamento Trilateral (TPC), que decorre desde o dia 14 do mês em curso, em Pretória, na África do Sul. Na ocasião, o governante destacou igualmente a importância de dotar os sectores de segurança interna de competências no domínio das novas tecnologias, com particular enfoque na vigilância e na cibersegurança.

‎Paulo Chachine considerou que o reforço da coordenação entre os Estados e a realização de operações conjuntas nas fronteiras podem constituir “muralhas intransponíveis para a criminalidade”, sublinhando a necessidade de respostas articuladas perante as ameaças que ultrapassam as fronteiras nacionais.

‎‎A Célula de Planeamento Trilateral é um mecanismo de cooperação estabelecido em Maputo pelos sectores responsáveis pela segurança interna da África do Sul, de Moçambique e da Tanzânia, com o apoio do Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC). A sua criação visa, entre outros objectivos, combater o tráfico de drogas ilícitas através da denominada Rota do Sul, que liga regiões produtoras de ópio ao mercado europeu, atravessando o Oceano Índico.

‎‎Na perspectiva do Ministro do Interior, as fronteiras devem funcionar como instrumentos de aproximação e desenvolvimento entre os povos, e não como vias de circulação para actividades criminosas. Nesse sentido, manifestou expectativa de que a TPC e os Estados participantes alcancem resultados cada vez mais expressivos no combate à criminalidade organizada e transnacional.

‎‎Entre as principais ameaças que exigem uma resposta coordenada, Paulo Chachine destacou o branqueamento de capitais, o tráfico de drogas e de seres humanos, os raptos e o terrorismo, fenómenos que representam riscos para a segurança interna e a estabilidade dos Estados.

‎‎A reunião ficou igualmente marcada pela aceitação de Angola e do Uganda no quadro de alargamento da cooperação, com o propósito de fortalecer a articulação entre os países envolvidos. A iniciativa assenta no reconhecimento de que, num mundo cada vez mais globalizado, a criminalidade não se limita às fronteiras territoriais de um único Estado.

‎A delegação moçambicana integra membros do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), do Serviço Nacional de Migração (SENAMI), entre outros quadros ligados aos sectores de segurança interna.

‎‎O encontro termina esta sexta-feira, 16 de Outubro, e constitui uma oportunidade para aprofundar os mecanismos de cooperação regional e consolidar estratégias conjuntas de prevenção e combate à criminalidade transnacional.

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