CTA E GAIN REFORÇAM DIÁLOGO COM DOADORES PARA IMPULSIONAR O ENVOLVIMENTO DO SECTOR PRIVADO NA NUTRIÇÃO
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e a Global Alliance for Improved Nutrition (GAIN) reforçaram, nesta sexta-feira, 09 de Outubro de 2026, o diálogo com parceiros de desenvolvimento e representantes de doadores, com vista a ampliar o envolvimento do sector privado na promoção da segurança alimentar e nutricional.
O encontro, realizado em Haia, Reino dos Países Baixos, no segundo dia da missão das duas instituições, reuniu representantes da Swiss Development Cooperation, da União Europeia, da Irish Aid e do Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos. A reunião serviu para avaliar os progressos da parceria entre a CTA e a GAIN, identificar constrangimentos e explorar oportunidades para ampliar o impacto das intervenções na área da nutrição.
Durante as discussões, foi destacada a importância de uma coordenação efectiva entre os governos, os doadores, a sociedade civil e o sector privado. Enquanto os governos definem políticas e prioridades, os parceiros de desenvolvimento complementam os recursos disponíveis, a sociedade civil contribui para a sensibilização e implementação de iniciativas, e as empresas podem mobilizar investimento, inovação e soluções sustentáveis.
Moçambique mereceu particular atenção pelos avanços na integração da nutrição nas agendas governamental e empresarial, evidenciando o potencial de articulação entre as prioridades de desenvolvimento e as oportunidades concretas de investimento.
No decurso do encontro, foram anunciadas linhas de financiamento disponibilizadas através da banca comercial e a preparação de um novo programa destinado a reforçar a participação do sector privado nesta área. Estas iniciativas poderão facilitar o acesso das empresas a recursos financeiros, estimular projectos economicamente viáveis e fortalecer cadeias de valor ligadas à produção e à disponibilização de alimentos nutritivos.
Outra recomendação central consistiu na adaptação de experiências bem-sucedidas de outros países à realidade de cada contexto, permitindo aproveitar conhecimentos já adquiridos, reduzir custos de implementação e minimizar riscos na execução dos projectos.
As discussões sublinharam que o combate à desnutrição exige não apenas políticas públicas e programas de intervenção, mas também financiamento acessível, coordenação entre os diferentes actores e maior participação empresarial. A articulação destes elementos poderá contribuir para desenvolver negócios sustentáveis, fortalecer os sistemas alimentares e melhorar o acesso da população a alimentos nutritivos.
