LUÍS GIQUIRA AFASTA DIRECTOR DA EMUSANA APÓS SUSPEITAS DE MÁ GESTÃO E DESVIO DE FUNDOS

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‎O Director da Empresa Municipal de Saneamento de Nampula (EMUSANA), Nuno Ibrahimo, está a ser alvo de uma investigação relacionada com alegadas irregularidades financeiras e uso indevido de meios municipais, num processo que envolve denúncias apresentadas por moradores e pela sociedade civil.

‎O caso ganhou novos contornos depois de o Presidente do Conselho Municipal de Nampula, Luís Giquira, confirmar a detenção do director da EMUSANA pelas autoridades de combate à corrupção. O edil garantiu que o município está a colaborar com as entidades competentes e que decorre igualmente uma averiguação interna para esclarecer os factos.

‎‎Segundo informações divulgadas pelo Jornal Notícias, o processo teve origem em denúncias de moradores do bairro Mutauanha, na unidade comunal 25 de Junho, apoiados por uma organização da sociedade civil, que alertaram para problemas de poluição ambiental associados a empresas que operam naquela zona.

‎Entre as empresas mencionadas estão a Sumeya, fabricante de bolachas, e a Diamante Frios, ligada à comercialização de peixe congelado. De acordo com a informação publicada, cada uma das empresas terá disponibilizado 216.500 meticais para apoiar a resolução do problema ambiental, perfazendo um total de 433 mil meticais.

‎A principal suspeita está relacionada com o destino desses valores. Segundo as informações divulgadas, em vez de serem canalizados para uma conta da EMUSANA ou do Município de Nampula, os montantes terão sido depositados numa conta pertencente a uma empresa privada sediada em Maputo e alegadamente ligada ao director da instituição.

‎A situação terá sido descoberta depois de os moradores continuarem a exigir uma solução para os problemas ambientais. Os responsáveis das empresas apresentaram os comprovativos dos depósitos, o que levou ao encaminhamento do caso às autoridades competentes.

‎‎Nuno Ibrahimo foi posteriormente detido pelas autoridades de combate à corrupção. Diferentes órgãos de comunicação social confirmaram a detenção, embora os detalhes sobre a acusação formal e a extensão das responsabilidades ainda estejam a ser apurados.

‎O caso envolve igualmente alegações relacionadas com a utilização indevida de meios municipais. O Município de Nampula confirmou que a investigação procura esclarecer também denúncias relacionadas com o uso de recursos da edilidade fora da área autárquica e sem autorização.

‎‎Entretanto, não deve ser apresentada como facto consumado a existência de corrupção, uma vez que a investigação ainda está em curso e a responsabilidade criminal deverá ser determinada pelas autoridades judiciais competentes.

‎‎O Município de Nampula assegura estar disponível para colaborar com as instituições responsáveis pela investigação, enquanto aguarda pelos resultados do processo para determinar eventuais responsabilidades.

‎‎O caso coloca novamente em debate a necessidade de transparência na gestão dos recursos públicos e dos meios das empresas municipais, sobretudo quando estão em causa serviços essenciais como o saneamento e a protecção ambiental.

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