DANIEL CHAPO APELA ÀS CRIANÇAS: “TENHAM EMPATIA E AMOR AO PRÓXIMO” E NÃO ESQUEÇAM AS CRIANÇAS VÍTIMAS DO TERRORISMO EM CABO DELGADO

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O Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, dirigiu, nesta quinta-feira, 3 de Setembro de 2026, uma sessão do Parlamento Infantil, realizada na Assembleia da República, na cidade de Maputo, onde manifestou indignação e preocupação perante a ausência de perguntas sobre a situação das crianças afectadas pelo terrorismo na província de Cabo Delgado.

‎Durante a sessão, nenhuma das deputadas e nenhum dos deputados do Parlamento Infantil abordou directamente a situação das crianças que vivem em zonas afectadas pela violência terrorista, muitas das quais são obrigadas a abandonar as suas comunidades e a interromper a frequência escolar.

‎A ausência dessa questão levou o Chefe do Estado a fazer uma forte chamada de atenção aos pequenos parlamentares, destacando a importância de desenvolverem empatia, solidariedade e amor ao próximo.

‎‎Daniel Chapo explicou que ter empatia significa ser capaz de compreender e sentir as dificuldades enfrentadas por outras pessoas, mesmo quando estas vivem longe ou atravessam uma realidade diferente.

‎“Quero dizer aos deputados e às deputadas do Parlamento Infantil que é muito importante nós, como crianças, termos empatia. Empatia é colocarmo-nos no lugar do outro. E isso faz nascer o amor ao próximo.”

‎‎Foi neste contexto que o Presidente da República manifestou a sua inquietação perante o silêncio em torno das crianças afectadas pelo terrorismo em Cabo Delgado.

‎‎A chamada de atenção surgiu quando Daniel Chapo respondia a uma pergunta colocada por uma das crianças, que queria saber quais seriam os dois assuntos que o Presidente gostaria de resolver e porquê.

‎‎Antes de responder directamente, o Chefe do Estado considerou importante chamar a atenção dos participantes para a necessidade de não esquecerem as crianças que enfrentam situações de sofrimento noutras partes do país.

‎Ao apresentar a sua resposta, Daniel Chapo colocou o combate ao terrorismo em Cabo Delgado como a primeira questão que gostaria de resolver, tendo como principal objectivo pôr fim ao sofrimento das crianças afectadas pela violência e pelas deslocações forçadas.

‎“A primeira coisa que eu gostaria de fazer, que vocês não falaram, é resolver o terrorismo em Cabo Delgado, para as crianças pararem de sofrer.”

‎‎O Presidente da República explicou que a violência obriga as famílias a deslocarem-se repetidamente, deixando muitas crianças sem condições para permanecerem num local fixo e frequentarem regularmente a escola.

‎‎“Não conseguem parar num lugar fixo, estão toda a hora a deslocar-se, não conseguem estudar, porque estão toda a hora a deslocar-se.”

‎‎Para Daniel Chapo, a situação vivida pelas crianças em Cabo Delgado é particularmente preocupante, uma vez que o conflito interfere directamente com o seu direito à segurança, à educação e a uma vida estável.

‎‎“É muito complicado o que está a acontecer com as crianças em Cabo Delgado.”

‎‎O Chefe do Estado destacou ainda que a resolução do terrorismo é fundamental para reduzir as deslocações forçadas e criar condições para que as crianças possam regressar às suas comunidades e retomar a sua vida escolar e familiar.

‎‎Como segunda e última prioridade, Daniel Chapo apontou a garantia de paz e segurança para todo o Moçambique, defendendo que todas as crianças devem crescer num ambiente seguro e estável.

‎“A segunda e a última coisa, como falaram só duas, é paz e segurança para todo o Moçambique.”

‎‎A intervenção do Presidente da República deixou uma mensagem forte aos participantes do Parlamento Infantil: a empatia deve ultrapassar os limites da comunidade e da província onde cada criança vive.

‎‎Para Daniel Chapo, a situação das crianças afectadas pelo terrorismo em Cabo Delgado deve constituir uma preocupação de todas as crianças moçambicanas, independentemente da região onde se encontrem.

‎‎A sua intervenção procurou, assim, despertar nos pequenos parlamentares uma maior consciência sobre as diferentes realidades vividas pelas crianças no país, particularmente por aquelas que continuam a enfrentar os efeitos da violência e das deslocações forçadas.

‎‎Ao colocar o fim do terrorismo em Cabo Delgado como a primeira questão que gostaria de resolver, Daniel Chapo reafirmou a necessidade de garantir paz, segurança e condições para que as crianças afectadas possam voltar a estudar, viver com estabilidade e construir o seu futuro.

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