GOVERNO E CTA QUEREM “PUXAR” INVESTIMENTO DE HUNAN PARA ACELERAR A INDUSTRIALIZAÇÃO DE MOÇAMBIQUE ‎

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O Governo de Moçambique e a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) defenderam, nesta terça-feira, 01 de Setembro de 2026, durante a Conferência Económica e Comercial Hunan–Moçambique, realizada à margem da FACIM 2026, uma nova dinâmica na cooperação com a Província chinesa de Hunan, assente no investimento, produção local e industrialização.

‎‎O Presidente da CTA, Álvaro Massingue, afirmou que os empresários de Hunan devem ser recebidos como parceiros para negócios, investimento e produção, defendendo maior aposta em sectores como agricultura e agro-processamento, indústria, logística, infra-estruturas, mineração e energia. Apesar de o comércio entre Moçambique e China ter alcançado 5,41 mil milhões de dólares em 2025, Massingue considera necessário aprofundar as relações económicas e integrar as MPME moçambicanas nas cadeias de valor.

‎‎Em representação do Ministro da Economia, o Secretário de Estado do Comércio, António Grispos, destacou os laços históricos entre os dois países e apelou à transformação da cooperação política em resultados económicos concretos. Segundo Grispos, a China tornou-se o principal parceiro estratégico de Moçambique em investimento aprovado na última década, sendo necessário privilegiar projectos que impulsionem a industrialização, criem emprego e aumentem a exportação de produtos “Made-in-Mozambique”.

‎‎Por sua vez, o Ministro Conselheiro da Embaixada da China em Moçambique, em representação do Embaixador, destacou a complementaridade entre Hunan e Moçambique e encorajou os empresários dos dois lados a aproveitarem as relações políticas existentes para estabelecer parcerias comerciais e investimentos concretos.

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