PORTA VOZ DA FRELIMO DIZ QUE ESTÁ TUDO PRONTO PARA A 11.ª CONFERÊNCIA E AFIRMA: “É TEMPO DE CONSOLIDAR A PAZ E A UNIDADE NACIONAL RUMO À INDEPENDÊNCIA ECONÓMICA” ‎

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‎O Porta Voz da FRELIMO, Pedro Madeira Guiliche, falou na manhã desta sexta-feira, 21 de Agosto de 2026, ao programa “Café da Manhã”, da Rádio Moçambique, directamente a partir da cidade de Chimoio, província de Manica, por ocasião do arranque da 11.ª Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO, que decorre de 21 a 23 de Agosto de 2026.

‎‎Durante a entrevista, Pedro Guiliche destacou que estão criadas as condições técnicas e organizacionais para a realização da Conferência, sublinhando que os delegados e convidados provenientes de diferentes pontos do país e da diáspora já começam a chegar à cidade de Chimoio.

‎‎Segundo o Porta Voz, o encontro constitui um importante momento de reflexão sobre a vida política, económica, social e cultural do país, bem como sobre o papel da FRELIMO enquanto partido no Governo.

‎‎“Os delegados, os conferencistas, de uma forma geral, entre delegados e convidados, já começam a chegar aqui para participar deste momento importante de reflexão da vida política, económica, social e cultural do nosso país. Todas as condições técnicas estão igualmente criadas e prontos estamos para cumprir a agenda para o dia de hoje, que será essencialmente o arranque da Conferência Nacional de Quadros, que terá duração de três dias.”

‎Pedro Guiliche explicou que a preparação da 11.ª Conferência Nacional de Quadros começou na base, através de um amplo processo de consulta e recolha de contribuições dos membros e militantes do partido.

‎‎De acordo com o Porta Voz, o processo teve início em Janeiro deste ano, com reuniões ao nível das células, consideradas a unidade base da FRELIMO, onde foram recolhidas contribuições sobre os principais temas que seriam posteriormente debatidos na Conferência.

‎‎Entre os assuntos abordados estiveram a natureza do partido, aquilo que a FRELIMO é e pretende ser, a sua visão de futuro e a percepção dos seus membros e militantes sobre o desempenho do partido e a realidade da sociedade moçambicana.

‎‎O processo procurou igualmente captar o sentimento da sociedade em relação ao desempenho da FRELIMO, tendo em conta o seu papel dirigente e a sua responsabilidade na governação do país.

‎‎Outro dos temas destacados por Pedro Guiliche foi a liderança do partido e a visão dos seus membros sobre o actual momento político.

‎‎O Porta Voz referiu que a Conferência permitirá igualmente reflectir sobre a liderança do Presidente da FRELIMO e Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, bem como sobre a perspectiva que o partido pretende projectar para os próximos anos.

‎‎A agenda de desenvolvimento nacional, com particular enfoque na luta pela independência económica, constitui igualmente uma das matérias centrais do encontro.

‎Segundo Guiliche, a FRELIMO pretende reflectir sobre a forma como o partido constrói e projecta a sua agenda de governação, procurando melhorar a sua capacidade de servir os moçambicanos e consolidar as relações de Moçambique ao nível regional, continental e internacional.

‎‎Pedro Guiliche explicou ainda que a Conferência Nacional de Quadros é um órgão consultivo da FRELIMO, concebido para recolher contribuições, opiniões e sensibilidades de diferentes segmentos da sociedade.

‎O processo de preparação não se limitou aos membros do partido a nível central, tendo partido das estruturas de base e avançado progressivamente pelos diferentes níveis de organização.

‎‎As contribuições foram recolhidas nas células e, posteriormente, ao nível das localidades, círculos, zonas, distritos e províncias, culminando na preparação da Conferência Nacional.

‎O processo contou igualmente com a participação da FRELIMO na diáspora, permitindo que as contribuições fossem recolhidas desde a base até ao nível central.

‎‎Pedro Guiliche destacou que o lema da 11.ª Conferência Nacional de Quadros, “Consolidando a Paz e a Unidade Nacional Rumo à Independência Económica”, traduz o principal objectivo político do encontro.

‎‎Segundo o Porta Voz, a independência económica exige o envolvimento de todas as forças vivas da sociedade e de cada moçambicano, com vista à aceleração do desenvolvimento e à melhoria do bem estar da população.

‎‎A prioridade passa, entre outros aspectos, por aproveitar e capitalizar os recursos existentes no país, transformando-os em bens e serviços capazes de responder às necessidades da população.

‎‎Neste âmbito, destacou a necessidade de continuar a melhorar sectores fundamentais como a saúde, a educação, a assistência social, as vias de acesso e a produção alimentar, contribuindo para o fortalecimento da soberania alimentar.

‎‎Ao abordar o potencial económico de Moçambique, Pedro Guiliche apontou a província de Manica como exemplo da capacidade produtiva e dos recursos existentes no país.

‎‎Segundo o Porta Voz da FRELIMO, Manica possui um elevado potencial agrícola e mineiro, realidade que, na sua perspectiva, demonstra as oportunidades existentes para transformar os recursos naturais em instrumentos de desenvolvimento.

‎‎“Temos condições agrárias, agroecológicas e agropecuárias. A olhar, por exemplo, para a província de Manica, temos um enorme potencial agrícola, mas também temos um enorme potencial mineiro.”

‎‎Pedro Guiliche defendeu, por isso, a necessidade de garantir que a exploração dos recursos naturais contribua efectivamente para o desenvolvimento local, para a criação de oportunidades e para a melhoria das condições de vida dos moçambicanos.

‎‎A 11.ª Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO decorre de 21 a 23 de Agosto de 2026, na cidade de Chimoio, província de Manica, reunindo delegados e convidados para três dias de reflexão sobre o futuro do partido, a governação e os desafios de desenvolvimento de Moçambique.

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