GALIZA MATOS JR MANDA A FRELIMO “PÔR A CASA EM ORDEM”: EXIGE LINHA DURA CONTRA CORRUPÇÃO E DEFENDE OURO COMO RESERVA ESTRATÉGICA DE MOÇAMBIQUE

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Durante a 11ª Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO, realizada entre 21 e 23 de Agosto de 2026, na cidade de Chimoio, província de Manica, o político da FRELIMO Galiza Matos Jr. defendeu a adopção de medidas mais firmes contra membros envolvidos em actos de corrupção, alertando para o risco de a FRELIMO ser associada a uma imagem de “partido de corruptos”.

‎Antigo deputado da Assembleia da República e antigo administrador de Vilankulo, Galiza Matos Jr. defendeu que a FRELIMO deve inspirar-se no modelo chinês de responsabilização e tomada de decisões relativamente aos seus membros envolvidos em práticas de corrupção.

‎‎Ao abordar a situação do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), considerou os casos de corrupção “sérios” e questionou os interesses que poderão estar por detrás dessas práticas.

‎‎O político levantou igualmente questões sobre a redução dos casos de raptos no país, defendendo uma análise mais profunda sobre as razões que explicam a diminuição destes crimes.

‎‎“Como é que os raptos pararam de um mandato para o outro?”, questionou Galiza Matos Jr., defendendo que o assunto merece esclarecimento.

‎‎Na mesma intervenção, abordou a exploração e comercialização do ouro produzido em Moçambique. Defendeu que o país deve deixar de exportar todo o ouro em estado bruto e adoptar mecanismos semelhantes aos existentes em países como Gana, Zimbabwe e África do Sul.

‎‎Segundo a sua proposta, o ouro produzido no país deveria ser vendido ao Banco de Moçambique, contribuindo para a constituição de reservas de ouro e para o reforço das reservas nacionais.

‎‎Galiza Matos Jr. estimou que, ao longo de dez anos, a acumulação dessas reservas poderia permitir a Moçambique alcançar cerca de 2 mil milhões de dólares, valor que, segundo a sua estimativa, se aproxima do montante associado às chamadas dívidas ocultas.

‎‎A intervenção do político centrou-se, assim, em três questões: o combate à corrupção dentro da FRELIMO, a necessidade de esclarecer a redução dos raptos e a transformação da riqueza mineral, particularmente o ouro, em reservas estratégicas para o país.

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