EDSON LINO: “NÃO PODEMOS ABRAÇAR QUEM VESTE A CAMISOLA DA FRELIMO PARA MANCHAR O PARTIDO” E DEFENDE MEDIDAS DURAS PARA PURIFICAR AS FILEIRAS ‎

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O Administrador do Distrito de Balama e delegado de Cabo Delgado à 11.ª Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO, Edson da Graça Vicente Lino, afirmou, este domingo, 23 de Agosto de 2026, em Chimoio, província de Manica, que os três dias de debates devem resultar numa FRELIMO mais coesa, responsável, íntegra e cada vez mais próxima do povo.

‎‎Falando no Podcast da 11.ª Conferência Nacional de Quadros, no último dia do encontro, Edson Lino começou por saudar a organização da Conferência, destacando a qualidade dos trabalhos e considerando que o ambiente criado permitiu aos quadros debater os principais desafios do país com maior realismo e proximidade às preocupações da população.

‎‎Para o delegado de Cabo Delgado, o povo esteve no centro das discussões realizadas durante os três dias de trabalhos.

‎“O nosso foco principal foi o povo”, afirmou.

‎Na sua intervenção, Edson Lino chamou igualmente atenção para a evolução demográfica de Moçambique desde a independência, observando que o crescimento da população exige uma visão estratégica sobre a construção de infraestruturas públicas e sociais capazes de responder às necessidades dos cidadãos no presente e nas próximas décadas.

‎‎A Conferência foi também marcada, segundo explicou, por momentos de crítica e autocrítica, considerados fundamentais para identificar e corrigir práticas que possam comprometer a imagem, os valores e a missão da FRELIMO.

‎‎Foi neste contexto que defendeu a necessidade de “purificar as fileiras” e responsabilizar os membros que utilizem o nome da organização para fins pessoais ou que pratiquem actos susceptíveis de prejudicar a relação entre a FRELIMO e o povo.

‎‎“Devemos condenar, devemos purgar aquilo que está a sujar esta grande imagem da FRELIMO, que é para servir o povo”, declarou.

‎Edson Lino defendeu ainda que os mecanismos de investigação e controlo devem funcionar de forma efectiva em todos os níveis da estrutura partidária, desde a base até aos órgãos superiores, de modo a garantir que eventuais abusos sejam devidamente investigados e responsabilizados.

‎“Aqueles que se aproveitam desta grande marca que é a FRELIMO, que é do povo, para intentos pessoais, temos que tomar medidas duras e nós vamos ser implacáveis”, afirmou.

‎Na mesma linha, sublinhou que a coesão interna não deve ser confundida com tolerância perante comportamentos que possam manchar a imagem do partido.

‎‎“Não queremos continuar a abraçar quem veste a camisola da FRELIMO para manchar o partido”, frisou.

‎O delegado de Cabo Delgado defendeu igualmente uma maior aposta numa juventude comprometida com os valores e a missão da organização, considerando que aqueles que abraçam a FRELIMO devem fazê-lo pela causa de servir o povo e não pela procura de benefícios pessoais.

‎“Nós queremos que a juventude que abraça a FRELIMO abrace pela causa. E a causa é servir o povo”, disse.

‎‎Para Edson Lino, a organização deve continuar a combater uma lógica de “FRELIMO de elites”, privilegiando uma cultura de trabalho, responsabilidade, integridade, humildade e proximidade com as comunidades.

‎‎“Estamos aqui para trabalhar. Estamos aqui para servir o povo”, acrescentou.

‎‎Na sua intervenção, apontou ainda o custo de vida, a inflação, o terrorismo em Cabo Delgado, a escassez de divisas e as dificuldades de importação de determinados bens como alguns dos desafios que continuam a afectar a população e que exigem respostas concretas.

‎‎Segundo Edson Lino, a Conferência deve permitir que a FRELIMO saia de Chimoio com propostas capazes de responder aos problemas que afectam directamente os cidadãos.

‎‎“Queremos sair daqui com propostas concretas para continuarmos a servir o nosso povo”, afirmou.

‎Questionado sobre o caminho para o 13.º Congresso da FRELIMO, Edson Lino explicou que as propostas e teses discutidas durante a Conferência deverão seguir para os órgãos competentes do partido, incluindo o Comité Central, que dará continuidade ao processo e deverá conduzir os passos subsequentes rumo ao Congresso.

‎‎O dirigente considera que os três dias de trabalhos permitiram reforçar a coesão entre os quadros e criar uma base de reflexão sobre os próximos desafios da organização e do país.

‎No encerramento da sua intervenção, voltou a destacar aquele que considera ser o princípio fundamental da actuação da FRELIMO: o serviço ao povo.

‎‎“A nossa ideologia como FRELIMO é servir o povo.”

‎A 11.ª Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO, realizada em Chimoio, encerra com o desafio de transformar as reflexões, críticas e propostas apresentadas pelos quadros em acções concretas, reforçando a responsabilidade, a integridade e a ligação da FRELIMO com o povo.

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