EDSON LINO DIZ QUE A 11.ª CNQ DEFINE O “CAMINHO” DA FRELIMO PARA OS PRÓXIMOS 50 ANOS RUMO À INDEPENDÊNCIA ECONÓMICA
O empresário moçambicano e Administrador do Distrito de Balama, conhecido como o “Celeiro Agrícola” de Cabo Delgado, Edson Lino, afirmou, nesta sexta feira, 21 de Agosto de 2026, na cidade de Chimoio, província de Manica, que a 11.ª Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO constitui uma oportunidade estratégica para reflectir sobre o futuro do Partido e do país.
Segundo o dirigente, o encontro permite avaliar a trajectória da FRELIMO e preparar respostas para um Moçambique em constante transformação, com particular atenção para a evolução demográfica do país e para as exigências que o crescimento populacional representa para as políticas públicas.
“Queremos perceber o que será a FRELIMO nos próximos 50 anos. Quando a FRELIMO conquistou a Independência Nacional, Moçambique tinha menos de 15 milhões de habitantes. Hoje, o país tem cerca de 35 milhões e, nos próximos 20 anos, poderá aproximar se dos 60 milhões”, afirmou.
Para Edson Lino, esta evolução demográfica exige uma visão de longo prazo e políticas públicas capazes de responder às necessidades futuras da população, sobretudo nos sectores da educação, saúde, infra estruturas e criação de oportunidades económicas.
“O debate é perceber quais são as políticas públicas que devemos desenhar para responder às necessidades do nosso povo. A FRELIMO está para servir o povo”, defendeu.
O Administrador de Balama destacou igualmente a importância da reflexão sobre a organização interna do Partido, com enfoque na gestão partidária, formação e acompanhamento dos quadros.
De acordo com Edson Lino, a Conferência constitui também uma oportunidade para discutir mecanismos destinados a fortalecer a organização interna da FRELIMO e preparar os seus membros para responder aos desafios das próximas décadas.
A 11.ª Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO decorre de 21 a 23 de Agosto de 2026, na cidade de Chimoio, reunindo dirigentes, quadros, delegados e convidados num momento de reflexão sobre o futuro político da organização, os desafios de desenvolvimento de Moçambique e o caminho rumo à independência económica.
