Paulo Chachine defende “aliança global” contra o crime e apela à partilha de inteligência entre os países

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‎O Ministro do Interior de Moçambique, Paulo Chachine, defendeu o reforço da cooperação internacional como um dos principais instrumentos para combater a criminalidade transnacional, o cibercrime e outras ameaças à segurança mundial.

Durante uma entrevista concedida à ONU News, nesta quarta-feira, 22 de Julho de 2026, à margem da Cimeira de Chefes das Polícias das Nações Unidas (UNCOPS), o governante afirmou que nenhum país consegue enfrentar, sozinho, os actuais desafios da criminalidade, sublinhando que a troca de informações, inteligência, tecnologia, experiência e formação entre os Estados deve ocorrer de forma permanente, transparente e sem reservas.

‎Na ocasião, Paulo Chachine destacou que os países tecnologicamente mais desenvolvidos devem apoiar aqueles que dispõem de menos recursos, permitindo uma resposta conjunta e mais eficaz contra o crime organizado. Segundo o Ministro, a evolução da criminalidade exige também a modernização das instituições policiais, através do investimento em novas tecnologias, capacitação contínua dos efectivos e actualização dos métodos de investigação. Acrescentou que os criminosos actuam hoje para além das fronteiras nacionais, tornando indispensável uma cooperação internacional efectiva.

‎O governante explicou ainda que a coordenação entre as polícias da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) já produz resultados positivos, através de operações conjuntas, encontros bilaterais e acções coordenadas de combate ao crime. No entanto, defendeu que essa cooperação deve ser ampliada para outras regiões do mundo, uma vez que muitas organizações criminosas têm origem e ramificações fora do continente africano, exigindo uma resposta global.

‎Paulo Chachine sublinhou igualmente que as cimeiras internacionais só terão verdadeiro impacto se os compromissos assumidos forem transformados em acções concretas. Para o Ministro, mais importante do que os discursos é a implementação efectiva das decisões tomadas, reforçando o papel das Nações Unidas na coordenação da cooperação internacional em matéria de segurança.

‎Referindo-se à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o governante destacou que a língua portuguesa constitui um importante instrumento de aproximação entre os Estados-membros, facilitando o diálogo, a cooperação institucional, a troca de experiências e o fortalecimento das relações entre as forças policiais dos países lusófonos no combate à criminalidade.

‎Foto: ONU News

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