“NUNCA VAMOS DESISTIR”: DANIEL CHAPO DECLARA ABERTA A 61.ª EDIÇÃO DA FACIM 2026 E DEFENDE UMA NOVA ECONOMIA PARA MOÇAMBIQUE
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, declarou oficialmente aberta, nesta segunda-feira, 31 de Agosto de 2026, no Centro Internacional de Feiras e Exposições de Ricatla, distrito de Marracuene, província de Maputo, a 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2026), defendendo uma visão económica assente na produção nacional, industrialização, inovação, exportação, criação de emprego e transformação dos recursos do país em riqueza para os moçambicanos.
Durante o seu discurso, Chapo afirmou que a FACIM deixou de ser apenas um espaço de exposição de produtos para se transformar numa verdadeira plataforma de negócios, investimentos, parcerias e projecção internacional de Moçambique. Sob o lema “Transformação Digital e Energética Rumo a uma Economia Sustentável”, a edição deste ano reúne expositores nacionais e estrangeiros e procura aproximar produtores, investidores, mercados e tecnologias, apresentando ao mundo um Moçambique com capacidade para produzir, inovar, competir e crescer.
O Chefe do Estado colocou a independência económica entre os grandes desafios nacionais, defendendo uma maior transformação local dos recursos. Segundo Chapo, o gás natural deve alimentar a indústria e gerar emprego; o grafite deve integrar novas cadeias industriais; o algodão deve ser transformado em vestuário produzido no país; e a produção agrícola deve conquistar mercados internacionais com a marca “Made in Mozambique”. Sublinhou igualmente a necessidade de utilizar as receitas provenientes dos grandes projectos para dinamizar sectores como a agricultura, indústria, energia, turismo, recursos minerais, economia azul, transformação digital e infra-estruturas.
Na sua intervenção, Daniel Chapo destacou ainda a importância das pequenas e médias empresas e do sector privado nacional, considerando-os motores fundamentais da economia. Defendeu reformas destinadas a simplificar procedimentos administrativos, digitalizar serviços públicos, reduzir custos e criar maior previsibilidade para os investidores. “Não existe investimento sustentável sem confiança”, afirmou, reiterando que o Estado deve continuar a criar condições para que empresários nacionais e estrangeiros possam investir, produzir e gerar emprego em Moçambique.
A FACIM foi igualmente apresentada como uma montra da diversidade económica nacional, reunindo produtos e potencialidades das diferentes províncias, desde a agricultura e indústria até ao turismo, energia, tecnologias, artesanato e economia azul. Chapo felicitou os exportadores distinguidos durante o Dia do Exportador, defendendo que aumentar a produção e as exportações é fundamental para melhorar a disponibilidade de divisas e fortalecer a economia nacional. Para o Presidente, cada produto moçambicano que conquista mercados externos representa também uma afirmação da capacidade produtiva e competitiva do país.
Ao abordar o futuro económico, o Presidente reiterou que o crescimento deve traduzir-se em desenvolvimento, emprego, rendimento e melhores condições de vida, sobretudo para a juventude e as mulheres. Defendeu ainda uma economia mais diversificada, competitiva e sustentável, capaz de reduzir desigualdades sociais e assegurar que a riqueza produzida no país tenha impacto concreto na vida das famílias moçambicanas.
Chapo terminou a sua intervenção com uma mensagem de determinação perante os desafios que Moçambique enfrenta, evocando a resiliência dos moçambicanos diante de ciclones, cheias, inundações e outras adversidades: “Never give up! Nunca vamos desistir.” Foi nesse espírito que declarou oficialmente aberta a 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo, FACIM 2026, apelando à transformação das oportunidades apresentadas na feira em novos negócios, investimentos, empresas, empregos e exportações.
“Queremos fazer diferente para alcançar resultados diferentes”, resumiu o Presidente, defendendo uma acção concertada entre o Estado, o sector privado, investidores e parceiros internacionais para construir uma economia mais produtiva, integrada e capaz de transformar o potencial nacional em prosperidade partilhada.
