DANIEL CHAPO DIRIGE IV SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DO COMITÉ CENTRAL E EXIGE ACÇÃO: “AS MENSAGENS NÃO DEVEM MORRER NA GAVETA DOS DIRIGENTES”
O Presidente da FRELIMO e Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, lidera, nesta quarta feira, 26 de Agosto de 2026, na cidade de Chimoio, província de Manica, a IV Sessão Extraordinária do Comité Central da FRELIMO, convocada na sequência da 11.ª Conferência Nacional de Quadros, que decorreu de 21 a 23 de Agosto, na mesma cidade.
A sessão tem como principais matérias a apreciação das recomendações saídas da 11.ª Conferência Nacional de Quadros, a análise das linhas gerais para a elaboração das teses do 13.º Congresso da FRELIMO e a apreciação da proposta de convocação do próximo Congresso, previsto para 2027.
Na abertura dos trabalhos, Daniel Chapo destaca que as recomendações da Conferência resultam de contribuições recolhidas desde a base da organização, passando pelas células, círculos, localidades, zonas, distritos e províncias, até aos debates realizados durante os três dias da Conferência Nacional de Quadros.
Segundo o Presidente da FRELIMO, cabe agora ao Comité Central analisar essas contribuições com responsabilidade e tomar decisões alinhadas com a visão estratégica da organização para a nova etapa que está a ser inaugurada.
Chapo sublinha igualmente que as teses do próximo Congresso não devem ser documentos destinados exclusivamente aos membros do partido, mas devem reflectir as aspirações dos moçambicanos e responder aos desafios do país.
“As teses da FRELIMO devem ser teses do povo moçambicano”, afirma.
Outro ponto central da sessão está relacionado com a preparação do 13.º Congresso da FRELIMO, que deverá realizar se em 2027, cinco anos depois do último Congresso, realizado em 2022. O Comité Central deverá apreciar os passos necessários para a convocação do órgão máximo do partido, incluindo o local e as datas da sua realização.
Na sua intervenção, Daniel Chapo enquadra o próximo Congresso numa nova fase de renovação da FRELIMO e do país, apontando a independência económica como uma das grandes metas da actual geração.
O Presidente da FRELIMO defende ainda que os resultados da 11.ª Conferência de Quadros devem sair dos documentos e transformar se em acções concretas, apelando aos membros do Comité Central para que se apropriem das ideias e orientações discutidas e contribuam para a sua implementação.
“As mensagens que estão no discurso não devem morrer na gaveta dos dirigentes”, adverte.
A IV Sessão Extraordinária aprecia igualmente uma proposta relativa ao sistema de atribuição de medalhas e condecorações do partido, destinada a reconhecer a contribuição de quadros, militantes e outras entidades para o fortalecimento da FRELIMO.
Durante os trabalhos, o Comité Central é também informado sobre o recenseamento de raiz dos órgãos e membros do partido, iniciado em Janeiro de 2026, com o objectivo de confirmar a existência efectiva das estruturas e dos membros da FRELIMO na base.
Daniel Chapo considera o exercício mais do que uma actividade técnico administrativa, classificando o recenseamento como um instrumento político estratégico para melhorar o funcionamento e a organização do partido.
Outro assunto em apreciação é o decurso do Diálogo Nacional Inclusivo, apresentado como um processo destinado a promover a participação dos moçambicanos na reflexão sobre o modelo de Estado e de sociedade que o país pretende construir, com vista à consolidação da paz e da estabilidade política.
Na sua intervenção, Chapo defende uma participação ampla no processo, envolvendo diferentes forças políticas e sociais, incluindo partidos com e sem representação parlamentar, líderes comunitários e religiosos, jovens, mulheres, combatentes e outros sectores da sociedade.
“Independentemente da origem, independentemente da filiação política, da etnia, da filiação religiosa, somos todos moçambicanos”, afirma.
Com os trabalhos ainda em curso, a IV Sessão Extraordinária do Comité Central constitui a continuidade do processo iniciado na 11.ª Conferência Nacional de Quadros e coloca a FRELIMO perante uma nova etapa de operacionalização das contribuições saídas da Conferência, tendo como horizonte o 13.º Congresso de 2027 e a definição da visão estratégica do partido para a renovação da organização e do país rumo à independência económica.
